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Por que o plano de saúde empresarial fica mais caro após o primeiro ano?

Por Wesley Julio ·

Quando fazemos uma nova consultoria para contratação de plano de saúde empresarial aqui na WJulio Consultoria e Benefícios, a grande maioria dos clientes relatam o mesmo problema, no segundo ano após a contratação do plano o reajuste está muito acima do esperado.

E a verdade é que o problema nem sempre é apenas “a operadora”. Na maioria dos casos, o aumento acontece por falta de planejamento financeiro inicial.

Neste artigo, você vai entender:

  • por que o plano de saúde PJ aumenta após o primeiro ano;
  • como funciona o reajuste;
  • o que é sinistralidade;
  • e como evitar surpresas no futuro.

O que acontece no primeiro ano do plano empresarial?

Muitos planos empresariais são vendidos com valores iniciais competitivos.

Isso acontece porque:

  • a operadora ainda não tem histórico de uso do grupo;
  • o contrato é calculado com base em estimativas;
  • o risco é projetado, não real.

O problema aparece quando o contrato completa 12 meses e entra na fase de reavaliação.

Os principais motivos do reajuste no plano de saúde empresarial

1- Sinistralidade

Esse é o principal fator.

Sinistralidade é a relação entre o valor pago pela empresa e o valor utilizado em consultas, exames, internações e procedimentos.

Exemplo simples:

  • A empresa paga R$ 20 mil por mês;
  • Os colaboradores utilizam R$ 30 mil em serviços.

A conta não fecha, e isso impacta o reajuste.

Quanto maior a utilização, maior o risco percebido pela operadora.

2- Reajuste anual contratual

Além da sinistralidade, existe o reajuste anual previsto em contrato.

Nos planos empresariais com menos de 30 vidas, esse índice pode variar bastante, pois não segue o mesmo teto regulador dos planos individuais.

Ou seja: pequenas empresas ficam mais expostas a variações.

3- Faixa etária dos beneficiários

Se há mudança na idade média do grupo, isso também influencia o valor.

Quanto maior a faixa etária predominante, maior o risco atuarial (cálculo estatístico de risco usado pelas operadoras).

4- Falta de análise estratégica na contratação

Aqui está o ponto-chave. Muitos empresários contratam o plano olhando apenas:

  • preço inicial;
  • hospital de destaque;
  • promessa de “menos carência”;

Sem avaliar:

  • perfil real de uso do grupo;
  • histórico de saúde;
  • impacto financeiro a médio prazo;
  • modelo de contrato mais adequado.

O resultado?

Um plano aparentemente vantajoso que se torna pesado após o primeiro ciclo.

Por que pequenas e médias empresas sofrem mais com reajustes?

A principal razão é matemática: quanto menor o grupo, maior o impacto individual no cálculo do reajuste.

Nos planos empresariais, o valor pago pela empresa é comparado com o valor efetivamente utilizado pelos beneficiários ao longo do ano. Esse equilíbrio é o que define a sinistralidade (a relação entre o que se paga e o que se usa).

Em uma PME com, por exemplo, 5 ou 6 vidas no plano, basta que 2 colaboradores realizem exames frequentes, tratamentos contínuos ou uma internação para que o custo total do grupo aumente de forma significativa.

Como o número de pessoas é pequeno, o uso concentrado não é diluído, ele pesa diretamente no contrato.

Já em empresas maiores, com 100, 200 ou mais vidas, o uso intenso de alguns colaboradores tende a ser compensado por outros que quase não utilizam o plano. O risco é distribuído entre muitas pessoas, tornando o reajuste mais previsível e equilibrado.

Por isso, nas pequenas e médias empresas, qualquer variação no padrão de utilização pode gerar um impacto proporcionalmente maior no reajuste anual.

E é exatamente por esse motivo que PMEs precisam de um planejamento mais estratégico na contratação:

  • avaliar o perfil do grupo antes de escolher o plano;
  • entender o modelo de contrato;
  • analisar se coparticipação faz sentido;
  • acompanhar o uso ao longo do ano.

Em grupos menores, a margem para erro é menor. E quando não há planejamento, o reajuste costuma ser sentido com mais intensidade.

Como a WJulio Consultoria e Benefícios te ajuda a evitar que o plano fique caro demais no segundo ano?

É aqui que entra a nossa estratégia:

  • Análise de perfil antes da contratação;
  • Escolha do modelo contratual adequado;
  • Avaliação da rede necessária (e não apenas da mais famosa);
  • Estudo de coparticipação quando fizer sentido;
  • Acompanhamento contínuo da utilização.

O segredo não é escolher o plano mais barato. É escolher o plano certo.

Quer evitar surpresas no próximo reajuste?

Antes de renovar ou contratar um novo plano, vale analisar sua situação com estratégia.

Uma consultoria especializada ajuda sua empresa a:

  • entender o contrato atual;
  • identificar riscos futuros;
  • negociar melhor;
  • tomar decisões mais seguras.

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Wesley Julio

Wesley JulioConsultor de seguros e benefícios desde 2009, formado pela Escola Nacional de Seguros (SUSEP)

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