Quando fazemos uma nova consultoria para contratação de plano de saúde empresarial aqui na WJulio Consultoria e Benefícios, a grande maioria dos clientes relatam o mesmo problema, no segundo ano após a contratação do plano o reajuste está muito acima do esperado.
E a verdade é que o problema nem sempre é apenas ?a operadora?. Na maioria dos casos, o aumento acontece por falta de planejamento financeiro inicial.
Neste artigo, você vai entender:
por que o plano de saúde PJ aumenta após o primeiro ano;
como funciona o reajuste;
o que é sinistralidade;
e como evitar surpresas no futuro.
O que acontece no primeiro ano do plano empresarial?
Muitos planos empresariais são vendidos com valores iniciais competitivos.
Isso acontece porque:
a operadora ainda não tem histórico de uso do grupo;
o contrato é calculado com base em estimativas;
o risco é projetado, não real.
O problema aparece quando o contrato completa 12 meses e entra na fase de reavaliação.
Os principais motivos do reajuste no plano de saúde empresarial
1- Sinistralidade
Esse é o principal fator.
Sinistralidade é a relação entre o valor pago pela empresa e o valor utilizado em consultas, exames, internações e procedimentos.
Exemplo simples:
A empresa paga R$ 20 mil por mês;
Os colaboradores utilizam R$ 30 mil em serviços.
A conta não fecha ? e isso impacta o reajuste.
Quanto maior a utilização, maior o risco percebido pela operadora.
2- Reajuste anual contratual
Além da sinistralidade, existe o reajuste anual previsto em contrato.
Nos planos empresariais com menos de 30 vidas, esse índice pode variar bastante, pois não segue o mesmo teto regulador dos planos individuais.
Ou seja: pequenas empresas ficam mais expostas a variações.
3- Faixa etária dos beneficiários
Se há mudança na idade média do grupo, isso também influencia o valor.
Quanto maior a faixa etária predominante, maior o risco atuarial (cálculo estatístico de risco usado pelas operadoras).
4- Falta de análise estratégica na contratação
Aqui está o ponto-chave. Muitos empresários contratam o plano olhando apenas:
preço inicial;
hospital de destaque;
promessa de ?menos carência?;
Sem avaliar:
perfil real de uso do grupo;
histórico de saúde;
impacto financeiro a médio prazo;
modelo de contrato mais adequado.
O resultado?
Um plano aparentemente vantajoso que se torna pesado após o primeiro ciclo.
Por que pequenas e médias empresas sofrem mais com reajustes?
A principal razão é matemática: quanto menor o grupo, maior o impacto individual no cálculo do reajuste.
Nos planos empresariais, o valor pago pela empresa é comparado com o valor efetivamente utilizado pelos beneficiários ao longo do ano. Esse equilíbrio é o que define a sinistralidade (a relação entre o que se paga e o que se usa).
Em uma PME com, por exemplo, 5 ou 6 vidas no plano, basta que 2 colaboradores realizem exames frequentes, tratamentos contínuos ou uma internação para que o custo total do grupo aumente de forma significativa.
Como o número de pessoas é pequeno, o uso concentrado não é diluído ? ele pesa diretamente no contrato.
Já em empresas maiores, com 100, 200 ou mais vidas, o uso intenso de alguns colaboradores tende a ser compensado por outros que quase não utilizam o plano. O risco é distribuído entre muitas pessoas, tornando o reajuste mais previsível e equilibrado.
Por isso, nas pequenas e médias empresas, qualquer variação no padrão de utilização pode gerar um impacto proporcionalmente maior no reajuste anual.
E é exatamente por esse motivo que PMEs precisam de um planejamento mais estratégico na contratação:
avaliar o perfil do grupo antes de escolher o plano;
entender o modelo de contrato;
analisar se coparticipação faz sentido;
acompanhar o uso ao longo do ano.
Em grupos menores, a margem para erro é menor. E quando não há planejamento, o reajuste costuma ser sentido com mais intensidade.
Como a WJulio Consultoria e Benefícios te ajuda a evitar que o plano fique caro demais no segundo ano?
É aqui que entra a nossa estratégia:
Análise de perfil antes da contratação;
Escolha do modelo contratual adequado;
Avaliação da rede necessária (e não apenas da mais famosa);
Estudo de coparticipação quando fizer sentido;
Acompanhamento contínuo da utilização.
O segredo não é escolher o plano mais barato. É escolher o plano certo.
Quer evitar surpresas no próximo reajuste?
Antes de renovar ou contratar um novo plano, vale analisar sua situação com estratégia.
Uma consultoria especializada ajuda sua empresa a: